
O Gui tem uma personalidade muito forte, e quando quer uma coisa, me testa e me "aborrece" muito, nenhuma mae gosta de ver seu filho chorando, se jogando pra tras...
Doi... porque nao queremos ver nossos bebes sofrendo...
e da raiva... porque todo mundo fica olhando, e passamos a maior vergonha...
Fica aquela historia de diferenciar, birra de falta de educacao; diferenciar sono de birra; nao eh uma tarefa nada facil.
Um dia, meu pai riu de mim, quando eu proibia o Gui de mecher em alguma coisa (nao lembro o que), e eu dizia, "- Nao... vc vai se machucar..." ele nao entendia minha explicacao ao "se machucar", ai expliquei, que quando ele se machucar vai entender... rs
Acho que so dizer nao, nao basta... eh importante explicar o porque das coisas...
Pesquisei que as "birras" comecam perto dos 2 anos, na verdade acho que se acentua nessa faixa, mas ela acontece logo que o bebe percebe que pode conseguir o que quer chorando...
Bom, fica valendo o texto...
Nossas crianças são indivíduos com vontades próprias e isso precisa, dentro do razoável, ser respeitado. Por isso, precisamos estar preparados para as muitas facetas de seus comportamentos.
“CRIANÇA BIRRENTA”
por Carla C. Denari Consul (Psicóloga especializada em crianças da Pró-Infância).
A teimosia infantil, que deixa qualquer mãe de cabelos em pé, começa a incendiar a rotina familiar quando a criança se aproxima dos dois anos. Mas é um estágio que passa quando as ferinhas completam quatro ou cinco anos de idade. A explicação é simples. Se nos primeiros dois anos a mãe aprende bastante sobre como se adaptar à convivência com um bebê, a partir do segundo ano de vida ela precisa se acostumar com a idéia que seu filho tem vontade própria: aquele anjinho mimoso e adorável, que até há pouco era extremamente dependente de seus braços, já tem idéias muito bem formadas a respeito do que quer ou não fazer. Se os pais observarem melhor, entenderão que os sinais de desafios e recusa da criança mostram que ela está crescendo e começando a entender que é uma pessoa distinta, com sua própria individualidade. “A birra é uma fase necessária e importante, porque a criança precisa desenvolver sua autonomia, testar seus limites”.“A birra é, no futuro, uma prova que as crianças submetem aos adultos para testar os limites dos comportamentos permitidos e também a autoridade dos pais”. Para enfrentar esse período de tensão doméstica a melhor saída é refletir sobre cada decisão tomada. A partir daí os pais obtém uma solução conciliatória. A final, do mesmo modo que nem todas as vontades de uma criança devem ser atendidas, nem todas devem ser negadas. Ignorar a birra também não é solução.A verdade é que se os pais evitando o choque frontal oferecem a seus filhos alternativas aceitáveis ou conseguirem convencê-los amigável- mente de que estão errados, conseguirão vencer essa fase de pânico e duvidas.
“COMO LIDAR COM OS LIMITES DAS CRIANÇAS”por Carla C. Denari Consul(Psicóloga especializada em crianças da Pró-Infância).
DAR LIMITES É …
*Só dizer “não'' aos filhos quando houver uma razão concreta;
*Dizer “sim” sempre que possível e “não” sempre que necessário;
*Ensinar que os direitos são iguais para todos;
*Fazer a criança compreender que seus direitos acabam onde começam os direitos dos outros;
*Ensinar que existem OUTRAS pessoas no mundo;
*Mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não podem ser feitas;
*Ensinar a tolerar pequenas frustrações no presente para que, no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade (a criança que hoje aprendeu a esperar sua vez de ser servida à mesa amanhã não considerará um insulto pessoal esperar a vez na fila do cinema ou aguardar três ou quatro dias até que um chefe dê um parecer sobre sua promoção);
*Fazer a criança ver o mundo com uma conotação social (con-viver) e não apenas psicológica (o meu desejo e o meu prazer são as únicas coisas que contam);
*Saber discernir entre o que é uma necessidade dos filhos e o que é apenas desejo;
fonte: http://www.proinfancia.com.br